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Um mundo para nossas crianças

Ante tantas guerras e rumores de guerras, atentados terroristas que roubam a paz das gentes simples, é de nos perguntarmos: que mundo estamos construindo para nossos filhos?

O que ofereceremos para esses pequenos que apenas desabrocham para a vida física?

O que estamos preparando para seus olhos, para seu futuro?

Importante seria se nos preocupássemos em construir um mundo onde eles pudessem viver o amanhã, mantendo o brilho no olhar.

Com menos tristeza estampada na face. Menos dor pela perda prematura dos pais.

Menos desencanto por verem partir seus amigos e encontrar tantos bancos vazios na escola.

Um mundo em que as pessoas pudessem andar livres pelas ruas, sem temer balas perdidas, arrastões ou manifestações agressivas.

Um mundo onde todos se unissem para vencer a enfermidade, a fome, a miséria, que ainda existe em tantas vielas da Terra.

Onde cada qual pensasse no melhor para a sua família e para o seu próximo.

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Sejamos...

Se você não puder ser um pinheiro no topo da colina, seja um arbusto no vale – mas seja o melhor arbusto à margem do regato.

Seja um ramo se não puder ser uma árvore.

Se não puder ser um ramo, seja um pouco de relva, e dê alegria a algum caminho.

Se não puder ser um perfume raro, seja então apenas uma tília; porém, a tília mais cheia de vida do lago.

Não podemos ser todos capitães, temos de ser tripulação.

Há alguma coisa para todos nós aqui. Há grandes obras e outras menores a realizar.

E é a próxima a tarefa que devemos empreender.

Se você não puder ser uma estrada, seja apenas uma senda.

Se não puder ser o sol, seja uma estrela. Não é pelo tamanho que terá êxito ou fracasso.

Mas seja o melhor que puder, independentemente do que seja.

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A ajuda inesperada

Ele era o chefe do departamento de um grande hospital. Era o Dr. Figurão. Arrogante. Detestado pelas enfermeiras, por muitos dos seus colegas e auxiliares.

Ele era um problema no hospital. Mas, quem lhe diria essa verdade?

Certo dia, reuniram-se colegas, enfermeiras e demais profissionais para decidirem o que fazer com aquele homem.

Ninguém mais o suportava. Em meio a críticas sem fim, uma enfermeira tímida, jovem, atreveu-se a dizer que gostava daquele médico.

Os olhares a fulminaram. Adquirindo coragem, ela contou:

Vocês não conhecem esse homem. Eu fico à noite.

Esse homem faz suas visitas nesse período. Quando todos se vão, ele entra no quarto de um paciente, de forma arrogante. Quando sai, seu rosto está abatido.

Entra no quarto seguinte, e quando sai, seu rosto está mais abatido. Quando sai do último quarto, ele parece devastado. Isso acontece todas as noites.

Ante o relato que a todos espantou, disseram que ela devia tentar falar com ele. Ela relutou. Afinal, era só uma enfermeira. Temia a questão da hierarquia hospitalar.

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Aja enquanto é tempo

Os homens são os artífices de seu destino.

Essa verdade é constatada mediante singela observação do mundo que os cerca.

O aluno estudioso tira boas notas, passa por média e não se angustia com exames e repetências.

Já o estudante preguiçoso está sempre envolto com notas baixas e reprovações.

O profissional competente costuma ter mais clientes do que consegue atender.

Vagas que exigem maiores qualificações permanecem abertas por longos períodos, embora haja muitos desempregados.

Sem dúvida, ninguém está livre de percalços.

Uma pessoa inteligente e preparada pode ser surpreendida com desemprego ou momentos profissionais difíceis.

Mas as crises são mais frequentes para aquele que não tem formação sólida e fama de profissional competente.

Assim, quem opta por assistir novelas em vez de estudar não pode reclamar se o sucesso não bater em sua porta.

Mesmo no âmbito das relações pessoais, cada um vive as consequências de seus atos.

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A lei do trabalho

Quem foi que teve a infeliz idéia de dizer, um dia, que o trabalho enobrece o homem?

Este foi o desabafo de um jovem, retornando ao lar, verdadeiramente exausto, ao final do expediente.

Pelo mundo afora, nas variadas culturas de cada época, o trabalho tem sido considerado como um verdadeiro castigo.

Não são poucos os que ficam aguardando ganhar um bom dinheiro na loteria, em jogos de azar, ou, quem sabe, uma herança, para se verem liberados do trabalho.

Há quem olhe para os que têm muito dinheiro e afirmem: No lugar dele, eu não trabalharia. Ah, se eu fosse filho de Fulano, teria uma vida muito sossegada.

Desde a sua infância, possivelmente você vem tendo a mente enxertada pelas ideias de que o trabalho na Terra tem dois únicos objetivos: ganhar dinheiro e enfadar as pessoas.

Por causa disso, quantas vezes já não praguejou por ter que se deslocar, em dias frios, chuvosos, para ir ao trabalho?

Quantas vezes, na segunda-feira, já não se perguntou: Quem foi que inventou o trabalho?

Ou: Não daria para se trabalhar sábado e domingo, e festar os outros dias, invertendo a ordem existente?

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