M.Espírita

Como convencer as pessoas

Todos temos e fazemos opções que nos guiam em nossa trajetória terrena.

Escolhemos nossa tendência política, valores com que conduzimos nossa vida, a maneira como vivenciamos nossa religiosidade.

Essas escolhas são frutos de nossas vivências, aprendizado, reflexões.

É natural que elas se tornem algo tão importante para nós, que as defendamos e as confrontemos ante outras ideias e conceitos.

Com certeza, já nos deparamos com pessoas que, imbuídas de suas convicções, insistem em delas nos convencer.

Com seus argumentos, abraçados em suas ideologias, passam a travar verdadeiras batalhas de palavras, promovendo quedas de braço intelectuais, na tentativa de convencimento.

De igual forma, defendemos apaixonadamente a religião a que nos vinculamos.

Desdobramo-nos para mostrar quão melhor se apresenta a nossa opção político-ideológica.

Nisso tudo, esquecemos que nossos argumentos talvez não sejam a melhor maneira de convencer a quem quer que seja.

Argumentos e conceitos exigem esforço intelectual, reflexão, análise.

Contudo, a vivência daquilo que cremos e defendemos, é uma mensagem muito mais forte e arrebatadora.

Leia mais:Como convencer as pessoas

Cooperação versus competição

Numa rede social, em um bate-papo sobre os desafios de uma sala de aula inclusiva, duas educadoras conversavam sobre a forma como as crianças com necessidades especiais são comumente deixadas de fora de jogos e brincadeiras, principalmente as que pressupõem vencedores e perdedores.

Uma das professoras postou um relato emocionado:

Tenho uma aluna com baixa visão. Na realidade ela não enxerga nada. Sempre é a última a ser escolhida nas brincadeiras.

Levei um jogo de boliche para as crianças brincarem e ela foi a última a ser escolhida no time. Dava até para ouvir os comentários das crianças sobre a impossibilidade dela acertar os pinos.

Peguei na mãozinha dela, pedi que se concentrasse e percebesse o caminho, que fizemos juntas.

Pedi silêncio aos alunos. Houve algumas risadas, mas quando ela pegou a bola e lançou... Strike!

Em todas as rodadas ela fez strike. Impossível descrever a alegria dela no primeiro strike e nos seguintes. Muito menos a cara de espanto dos colegas, principalmente daqueles que se achavam os melhores e desdenharam dela.

Eu amo essas crianças. São maravilhosas e ensinam muito, a todos nós.

Essa professora, além de ser uma inspiração, nos faz refletir sobre como nos comportamos diante de crianças especiais e como estamos preparando a infância de hoje para o futuro.

Um dos grandes problemas de nossa cultura é priorizar a competição. Na competição, aprende-se que é preciso vencer e quem fica para trás é fraco.

Leia mais:Cooperação versus competição

Angariar coisas

Caminhamos pela existência terrena angariando coisas.

Algumas cabem nas mãos. Outras, conseguem ser guardadas na mente. E há também as que somente conseguimos depositar no cofre do coração.

As coisas que cabem nas mãos são nossos valores terrenos. Aquilo que gera fortuna, que se contabiliza, que se registra nas contas dos bancos e enchem cofres.

Quando são frutos do trabalho honesto, adquiridas com esforço próprio, pautadas em uma conduta moral adequada, justo se faz encher as mãos com esses bens.

Também gozá-los, deles usufruir, com satisfação.

Porém, não raro somos aqueles que, no afã de termos mãos cheias, fazemos disso o ideal de nossa existência.

Gastamos todos os recursos do tempo, do intelecto, de nossas capacidades para adquirir, amealhar bens.

Em um comportamento doentio, fazemos disso o grande ideal da vida, como se aqui estivéssemos somente para ter as mãos cheias.

É claro que o trabalho honesto, o esforço pessoal deve ter sua recompensa, e podemos receber o valor amoedado pelo nosso empenho. Nada há de errado nisso.

Porém, ao investirmos todas nossas capacidades apenas para encher nossas mãos, elas ficarão abarrotadas, mas teremos mente e coração vazios.

Importante, portanto, ocuparmos nosso tempo e energia para encher a mente, além das mãos.

Leia mais:Angariar coisas

Tempo de ação

Estamos no Terceiro Milênio. Pensávamos que este seria um milênio de paz, de tranquilidade.

No entanto, conforme as exortações do Mestre de Nazaré, ouvimos falar de guerras e rumores de guerras.

A orientação é de que não devemos nos perturbar porque forçoso é que assim aconteça. Mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino. E haverá fome e terremotos em vários lugares.

Mas todas essas coisas são o princípio das dores.

Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.

Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

Relendo os apontamentos do Evangelista Mateus é de nos indagarmos o que foi que não entendemos, ainda.

Por que nos escandalizamos tanto com as atribulações deste século quando tudo foi predito pelo Senhor das estrelas?

Ele nos advertira a fim de que nos preparássemos. Muitos de nós não fizemos a lição.

Contudo, há tempo. Há tempo de nos conscientizarmos que os tempos são chegados. Tempos da grande transformação.

Tempos em que as tribulações chegam, alcançando os indivíduos, as famílias, as nações.

É tempo de acionar o amor e a compreensão.

Leia mais:Tempo de ação

Cuidar dos que cuidaram de nós

Um filho levou seu pai a um restaurante para desfrutar de um delicioso jantar.

O pai estava bastante velho e, também, um pouco fraco.

Enquanto comiam, um pouco de comida, de vez em quando, caía sobre sua camisa e calças.

Os outros convidados assistiam a cena com certo incômodo, como se, para eles, aquele não fosse o local adequado para estar aquele idoso. Mas, o jovem permaneceu totalmente calmo.

Uma vez que ambos terminaram de comer, o filho, sem demonstrar estar envergonhado, ajudou-o com absoluta confiança e o levou ao banheiro.

Lá limpou os restos de seu rosto enrugado, assim como os alimentos e manchas de suas roupas. Amorosamente, penteou-lhe os cabelos grisalhos e, finalmente, assentou seus óculos...

Ao sair do banheiro, um profundo silêncio reinava no restaurante. Ninguém conseguia entender como poderiam ter passado por aquelas cenas de constrangimento tão naturalmente.

O rapaz estava pronto para pagar a conta mas, antes de sair, um homem, também de idade, surgiu entre os convidados, e perguntou ao rapaz:

Você não acha que deixou alguma coisa aqui?

O jovem respondeu, intrigado: Não, não deixei nada.

Em seguida, o estranho disse: Sim, você deixou algo! Deixou aqui uma lição para cada criança, e de esperança para todos os pais! Muito obrigado.

Leia mais:Cuidar dos que cuidaram de nós

CEP Concórdia