M.Espírita

Disciplina do pensamento

Você consegue imaginar quantos pensamentos temos por dia?

Estudiosos informam que temos entre sessenta a noventa e cinco mil pensamentos em vinte e quatro horas.

É uma quantidade realmente muito grande...

Isso significa, por exemplo, que durante esta mensagem poderemos chegar a ter entre duzentos a trezentos e trinta pensamentos!

Trazemos então uma primeira reflexão: Quantos desses tantos pensamentos diários são bons, úteis? Quantos são maus, inúteis?

Infelizmente a maioria deles ainda não pode ser classificada como pensamentos saudáveis e construtivos, porém, existem formas de se disciplinar o pensar, pois bem pensar é a elevada forma de se viver.

Aqui vão alguns ensinamentos importantes a respeito da disciplina do pensamento.

Se meditarmos em assuntos elevados, na sabedoria, no dever, no sacrifício, nosso ser impregna-se, pouco a pouco, das qualidades de nosso pensamento.

É por isso que a prece improvisada, ardente, o impulso da alma para as potências infinitas, tem tanta virtude.

É preciso aprender a fiscalizar os pensamentos, a discipliná-los, a imprimir-lhes uma direção determinada, um fim nobre e digno.

Cada tipo de pensamento tem que ter a sua hora, o seu lugar. Não devemos estar em casa, com a família, e com os pensamentos em outro lugar, como, por exemplo, no ambiente de trabalho.

Cada vez que surja um mau pensamento, essa fiscalização fará com que um alerta se acenda em nós, e tomemos alguma atitude para expulsá-lo o mais rápido possível.

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Como definir saudade?

Como se pode definir a saudade? Dor da ausência de quem atravessou o umbral da porta e não mais voltou?

De quem se foi, tomado de mágoa, e disse que jamais retornaria?

Dor pela ausência de quem foi abraçado pela morte, depois de uma despedida que nunca aconteceu, porque tudo foi repentino, brusco, inesperado?

O que é isso que dói tanto e quanto mais passa o tempo mais parece machucar?

Segundo o dicionário é a lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.

É verdade. Sentimos saudades de pessoas e de coisas já vividas, de coisas que já possuímos.

Sentimos saudade da espetacular viagem realizada, em que conhecemos lugares tão pitorescos, em que respiramos ares tão diversos, em que nos deixamos envolver pela sua magia e encantamento.

E desejamos, ardentemente, reprisar. Por isso, sonhamos. Sonhamos enquanto dormimos ou de olhos abertos, durante o dia mesmo.

Desejamos retornar àquelas localidades para tornar a sentir as mesmas emoções, que ficaram gravadas em nossa intimidade.

Temos saudades da casa da nossa infância, onde fomos felizes. A casa com o terreno tão grande, cheio de árvores, que nos conheceram muito bem.

Afinal, subíamos nelas todos os dias, fossem dias escolares ou de férias.

Quantas frutas saboreamos no pé de ameixa, de caqui, sem mesmo nos darmos ao luxo de lavá-las.

Eram nossas, do nosso quintal, portanto, no nosso entender de crianças peraltas, estavam limpas. E eram tão saborosas!

A saudade nos traz a vontade de tornar a encontrar aqueles sabores, tão peculiares, diferentes das frutas que adquirimos no mercado.

Saudade é algo estranho. Ela nos lembra de pessoas, de momentos, de fatos que desejamos se reprisem.

Nostalgia. A alma sente vontade de sentir de novo aquela mesma alegria, aquela emoção, aquele cheiro, aquele sabor.

Quando se trata de pessoas, dizem que saudade é a ausência do fluido, da energia delas, que ficou impregnado em nós, enquanto estávamos juntos.

É o residual dos tantos abraços e afetos trocados. E que, com o tempo, vai se diluindo, desaparecendo.

Aí a saudade estende laços e aperta.

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O que ensinamos às crianças

Em nosso afã de bem educar os filhos, nem sempre os métodos de que nos utilizamos são os mais corretos. Em alguns casos, embora não seja a nossa intenção, geramos algumas ansiedades e medos nas crianças.

Recentemente, lemos as recordações de uma escritora chinesa. Ela e mais três irmãos, em plena época da China Comunista, ao comando de Mao Tsé-Tung, foram educados por sua avó.

Para essa avó, todas as flores e árvores, as nuvens e a chuva eram seres vivos, dotados de coração, lágrimas e sentido moral.

Muito ligada às velhas regras chinesas para crianças, em especial a de que os pequenos deviam ouvir as palavras, isto é, ser obedientes, ela contava muitas histórias.

Quando não as retirava dos livros, com os quais enchia as noites de fantasia, especialmente da escritora que tudo narra, ela as inventava.

Assim, frisava a avó que se os netos não fossem obedientes, tudo de mal lhes poderia acontecer.

Quando comiam laranjas, por exemplo, ela advertia os pequenos para não engolir as sementes.

Se não me escutarem, um dia não vão poder entrar em casa. Cada sementinha é um bebê laranjeira que quer crescer, igualzinho a vocês.

Ele vai crescer caladinho dentro da barriga, para cima. Aí, um dia, a árvore vai sair pelo topo da cabeça.

Vai criar folhas, dar laranjas e ficar mais alta do que a porta.

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Mudança de estratégia

Alguma vez você já teve que corrigir ou mudar o rumo dos seus passos?

Se você respondeu que sim, você é como a grande maioria dos seres humanos.

Isso acontece, com frequência, porque ainda não temos habilidade suficiente para saber com precisão onde queremos chegar e que caminho seguir.

E isso acontece porque ainda somos aprendizes da vida.

Por causa dessa falta de lucidez, natural em nosso estágio evolutivo, é que às vezes nos perdemos em atalhos que retardam nossa marcha na direção dos altiplanos do infinito.

E não é raro que tenhamos que mudar a direção, buscar caminhos alternativos, apressar o passo, observar com mais atenção para não tropeçar nos obstáculos naturais da marcha para Deus.

Nós sabemos que é preciso caminhar, buscar, bater na porta que ela se abrirá, pois o suave Rabi da Galiléia nos orientou a respeito.

E se fazemos isso, por que nem sempre dá certo?

É que nem sempre buscamos da forma correta e batemos na porta certa.

Outras vezes nós chegamos ao término do caminho e deparamos com um resultado que não era justamente o que desejávamos, e a frustração nos toma de assalto.

Às vezes, para se atingir um objetivo é preciso descobrir novos caminhos, ousar, inovar, criar novas estratégias.

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Servir sempre

Saber-se útil é essencial para um viver equilibrado.

Por isso, convém desenvolver o hábito de servir.

Não apenas em dias de arrependimento ou reparação.

Em todas as circunstâncias, o serviço é o antídoto do mal.

Talvez você tenha caído na trama de terríveis enganos e sonhe em se reabilitar.

Sendo assim, não desperdice a riqueza das horas, em inúteis lamentações.

Levante-se e sirva nos próprios lugares onde espalhou a sombra do erro.

Com essa atitude humilde, granjeará apoio infalível ao reajuste.

Quem sabe você enfrente duros problemas em sua vida particular.

Nessa hipótese, livre-se do fardo inútil da aflição sem proveito.

Reanime-se e sirva, no quadro de provações e dificuldades em que se situa.

A diligência e o labor funcionarão como preciosas tutoras, abrindo a senda ao concurso fraterno.

Quiçá você padeça obscura posição no edifício social.

Nessa situação, convém se prevenir do micróbio da inveja.

Movimente-se e sirva no anonimato.

A conduta digna e o devotamento funcionarão como luminosa escada rumo ao Alto.

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