M.Espírita

Mães extraordinárias

O jovem andava pela rua quando deparou com um homem caído.

Inexperiente, mas com enorme coração, chamou um táxi, colocou nele o homem e pediu para rumar ao hospital.

Ao chegar lá, descobriu que não tinha dinheiro para pagar a corrida.

O taxista lhe disse:

Quem é este homem que você vem trazendo ao hospital?

Não sei, respondeu o moço. Encontrei-o caído na rua e pensei em dar socorro.

Bom, respondeu o profissional, se você pode ajudar a quem não conhece, eu também posso. A corrida fica por minha conta.

O homem, ainda inconsciente, foi colocado em uma maca. Mas aí, os problemas começaram.

O moço não sabia o nome dele, nem endereço, nem se tinha plano de saúde. Nada.

Afinal, como disse à recepcionista, eu não mexi nos bolsos dele. Só pensei em socorrer.

Bom, se ele não é seu parente, não é seu conhecido, quem vai se responsabilizar pelos custos do atendimento que for necessário?

Não sei, falou o rapaz. Eu não tenho condições. Só sei que ele precisa de atendimento. Não pode ficar aí, sem que ninguém o socorra.

A questão era simples, segundo a moça. Ele devia depositar um valor em caução e o restante poderia ser ajustado, mais tarde.

Enquanto tentava explicar que não tinha dinheiro, e quase suplicava para que o seu socorrido fosse atendido, um médico adentrou o hospital.

Fale com ele, disse a moça. É o diretor. Se ele autorizar...

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O que nos pertence

O que verdadeiramente possuímos? O que realmente nos pertence?

 A pergunta parece retórica, até mesmo, óbvia.

 Afinal, parece claro que tudo aquilo que legalmente adquirimos, juridicamente está sob nossa guarda, nosso nome, nos pertence.

 Segundo este conceito, pensamos possuir fortunas.

 Quando temos muitas coisas, desenvolvemos a crença de que tudo que é relevante tem um preço. Por isso mesmo, pode ser adquirido, possuído.

 Entretanto, chegam os imprevistos, a má administração, as atitudes imprevidentes, e a fortuna passa para outras mãos.

 O dinheiro, os imóveis, as propriedades, que eram tão significativos para nós, deixam de nos pertencer.

 Pensamos ser proprietários do próprio corpo e nele investimos horas de tratamentos, produtos, buscando deter a velhice, na ânsia de permanecermos jovens.

 Enveredamos por exercícios descabidos, até na ingestão de drogas ilegais buscando os padrões estéticos vigentes, escravizando-nos à própria imagem.

 Esquecemos de que, em um instante, podemos ser convidados a deixar o corpo para retornar à pátria espiritual.

 E, posto que, efetivamente, o corpo que habitamos não nos pertence, seguimos a vida, deixando-o para trás.

 Essas reflexões nos levam a entender a relatividade da vida e nos indagarmos: O que, efetivamente, nos pertence?

 Reflexionar em torno desta questão nos permitirá dar o devido peso às coisas do mundo.

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Dar conta de si

São muitos os que atravessamos a existência na Terra sem muitas preocupações com os próprios atos.

Vivemos como se o nosso agir, a nossa postura perante a vida não fosse nossa exclusiva responsabilidade.

Por esse motivo, despreocupados com qualquer tipo de consequência, vivemos com o único propósito de amealhar, tirar vantagens pessoais.

Não falamos dos que se entregam, de forma explícita, a questões ilegais como o roubo, o furto ou tráfico.

Dizemos de nós, os que na intimidade de grandes corporações, no luxo de escritórios bem montados, atuamos no desvio de dinheiro público, na montagem de balanços forjados, na estruturação de contratos fraudulentos.

Tudo porque imaginamos a vida como um grande jogo onde aquele que consegue mais para si é o grande vencedor.

Outros de nós atuamos no mundo preocupados em agir de forma legal. Trata-se, no entanto, de uma atuação no limite da legalidade, na preocupação de não sermos pegos pela justiça, de não respondermos perante tribunais e juízes.

Não medimos esforços na busca de brechas na legislação, para encontrar meios de conseguir vantagens e o que haja de melhor para nós mesmos.

Temos ciência de não estarmos contra a lei, entretanto, serão apenas códigos humanos a nos ditar os limites de nossas ações.

Porém, não podemos nos esquecer de que a vida aqui na Terra não é patrimônio que nos pertença.

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Fazer a nossa parte

É interessante como, muitas vezes, nos comportamos de maneira incoerente, antagônica mesmo.

Reclamamos da desonestidade de nossos políticos, nos exaltando nos comentários e na indignação.

Com razão, citamos essa ou aquela outra ação mal executada, os descalabros na condução do dinheiro público, a má conduta desse ou daquele gestor.

Porém, alguns de nós burlamos a declaração do imposto de renda com a justificativa de que nosso dinheiro é mal empregado.

E, em ocasiões específicas, fazemos tentativas de subornar a autoridade policial, no argumento de que não merecemos a penalidade que nos será infligida.

Existem outros de nós que adulteramos o produto que estamos vendendo, alegando para nossa consciência que qualquer um, em nosso lugar, faria o mesmo.

Ficamos indignados quando um motorista alcoolizado ceifa vidas, de maneira leviana e inconsequente, quando ao volante.

Porém, é de nos questionarmos se, por vezes, aos nos depararmos com um posto de controle policial na rua, alertamos aos demais motoristas para que evitem tal controle.

Clamamos por justiça, de maneira veemente, quando vemos alguém, inconsequente, provocar um acidente por estar dirigindo em alta velocidade ou em estado de embriaguez.

Contudo, com igual ímpeto, reclamamos dos radares que controlam velocidades e das câmeras que nos flagram nos delitos de trânsito.

É necessário que repensemos quais os pesos e medidas que desejamos para nossa sociedade porque será a partir dessa medida que deveremos pautar nossas ações.

Se queremos um trânsito menos violento e mais respeitador, primeiro há que respeitarmos as normas e a legislação.

Se anelamos por pessoas honestas, e por uma justiça igualitária, necessário que nossas atitudes sejam coerentes com nosso discurso.

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Valores verdadeiros

Feliz e curioso, o menino, de pouco mais de sete anos, aproximou-se da mãe e começou a lhe falar a respeito de todos os indescritíveis brinquedos que um dos seus coleguinhas costumava levar para a escola.

Narrou, com os olhos brilhantes, sobre o automóvel maravilhoso que buscara o garoto na saída da escola, no dia anterior.

Nitidamente fascinado pela riqueza do colega, comentou, entre uma observação e outra, como deveria ser fantástico ter tanto dinheiro.

A mãe sorriu e deixou-o relatar tudo que desejava.

Depois que ele silenciou, olhando um pouco desanimado para o velho carrinho de controle remoto, que tinha em mãos, o abraçou:

Você gostaria de ter muito dinheiro, meu filho?

Mais do que depressa ele respondeu:

É claro. Imagine só, quanta coisa legal eu poderia comprar para mim, para você e para o papai.

A animação do pequeno era evidente.

A mãe lhe afagou os cabelos cor de mel e beijando-lhe a face corada, disse:

Meu bem, o dinheiro é necessário, sem dúvida, para que consigamos ter recursos para nos manter no mundo de uma forma confortável e digna.

Porém, todos os produtos que você agora pensa que seriam maravilhosos em nossa casa, em nossas vidas, na verdade são dispensáveis.

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