M.Espírita

Rumo ao Alto

O Espiritismo ensina que a lei de evolução rege os destinos da Criação.

Todos os Espíritos são criados em estado de absoluta simplicidade e total ignorância.

Mas gradualmente eles se afastam da infância.

Por meio de variadas experiências, principiam seu longo processo de aprendizado e desenvolvimento.

O destino final é a angelitude.

Ricos de amor e repletos de sabedoria, todos um dia verão coroados os seus esforços e recompensadas as suas dores.

O Universo então se afigurará lógico e compreensível, deveras belo em sua justiça.

Gloriosamente feliz, o Espírito dedicará seu tempo a auxiliar e amparar os que seguem na retaguarda.

Presidirá complexos fenômenos da natureza, em sua dilatada compreensão da vida.

Contudo, tão sublime estado não vem de graça.

A cada um conforme suas obras, afirmou o Cristo.

Para chegar lá é necessário abrir mão de alguns maus hábitos da infância espiritual.

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Moderno e eficiente

A renomada cientista chegou na escola do município. Sua chegada atraiu repórteres, políticos e os curiosos pais. Dra. Brown, com mestrados e doutorados, dominando vários idiomas, ministrou uma aula para a quinta série.

Seu objetivo era demonstrar o que havia de mais moderno e eficiente em termos de tecnologia, no mundo. Para atender a curiosidade, a aula foi transmitida por vídeo-conferência para a praça da cidade. Ela falou sobre as mais avançadas invenções tecnológicas e fascinou as crianças com aparelhos que trouxera em uma grande mala.

Finalizou dizendo que cada aluno deveria trazer, no dia seguinte, um texto descrevendo o que de mais moderno e eficiente havia em sua própria casa. O melhor relato ganharia relevante amparo financeiro.

No outro dia, havia ainda mais pessoas na praça desejando saber quem seria o premiado. Dra. Brown leu todos os textos e depois de algum tempo, emocionada, anunciou o vencedor.

Era um menino de dez anos que escrevera: A senhora pediu para escrever sobre o que houvesse de mais moderno e eficiente em minha casa.

Bom, eu moro longe da escola. Levanto bem cedo porque venho a pé. Minha mãe me oferece um copo de café com leite quentinho. Ela é muito rápida para acender o fogão a lenha.

Dos aparelhos que a senhora citou na aula não tem nenhum lá em casa. Não temos energia elétrica. Minha mãe ilumina toda a casa com uma lamparina, movida a querosene. Acho que ela também é cientista, como a senhora.

A pouca roupa que temos é lavada no rio, com sabão de cinza.

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Em pauta, a gratidão

O psiquiatra Roberto Shinyashiki, em sua obra Pais e filhos - companheiros de viagem, aborda a questão da gratidão.

Diz ele que na Índia, alguns mestres ensinam que a pessoa iluminada é aquela que vive em estado de gratidão.

É iluminado quem sabe reconhecer a beleza de um olá e de um adeus, do sol e da chuva, do dia e da noite, porque todos os acontecimentos e todas as pessoas trazem uma oportunidade de crescimento.

Se o marido agradece à sua esposa por ter-lhe mostrado sua falta de paciência com os filhos, ele reconhece quanto os dois estavam sintonizados e garante a possibilidade de tais situações de sintonia se repetirem.

Assim a vida, por vezes, tem formas muito incomuns de nos permitir realizar algumas coisas.

Conta o ilustre psiquiatra que, há alguns anos, o sítio de sua família foi assaltado, várias vezes. A família dava queixa à polícia mas os assaltos continuavam.

Certo dia, o Dr. Roberto recordou-se de que um primo de seu pai era investigador numa cidade próxima. Como não o via há muito tempo, pediu a seu pai que falasse com o primo a fim de que ele, junto com os seus amigos policiais, encontrassem uma solução para o caso.

Os meses se passaram e um belo dia, os assaltantes foram presos. A cidade voltou à calma, os assaltos ao sítio cessaram e o Dr. Roberto sentiu uma grande vontade de agradecer ao policial que havia cuidado do caso.

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A lição da caveira

Um príncipe, muito orgulhoso de sua realeza, foi, numa manhã, cavalgar por seus domínios. Suas terras eram bastante vastas e ele cavalgou através de vales e montanhas. Andou por colinas e prados, gozando a vaidade de ser senhor de tão larga extensão de terras.

A certa altura do seu caminho, viu um velho eremita, sentado diante de uma gruta. Ele trazia nas mãos uma caveira humana e a contemplava com atenção.

Ao passar por ali, o príncipe ficou indignado por não ter o velho, ao menos, levantado os olhos para observar a rica caravana que o acompanhava.

Rude e zombeteiro, aproximou-se a figura real e disse:

Levanta-te quando por ti passa o teu senhor! Que podes ver de tão interessante nessa pobre caveira, que chegas a não perceber a passagem de um príncipe e seus poderosos acompanhantes?

O eremita ergueu para ele os olhos mansos e respondeu, em voz clara e sonora:

Perdoa, senhor. Eu estava procurando descobrir se esta caveira tinha pertencido a um mendigo ou a um príncipe. Por mais observe, não consigo distinguir de quem seja.

Nestes ossos nada há que me diga se a carne que os revestiu repousou em travesseiros de plumas ou nas pedras das estradas.

Não há na caveira nenhum sinal que me aponte, com certeza, se ela já carregou um chapéu de fidalgo ou se suportou o sol ardente, na rudeza dos trabalhos de camponês.

Por isso, eu não sei dizer se devo levantar-me ou me conservar sentado diante daquele que em vida foi o dono deste crânio anônimo.

O príncipe baixou a cabeça e prosseguiu o seu caminho, sem mais nada dizer. Mesmo quando a noite chegou e ele retornou ao seu castelo, continuou pensativo.

A lição da caveira lhe abatera o orgulho.

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Homens-livros

Benjamin Franklin comparou-se a um livro e, na sua juventude, preparou a inscrição para seu túmulo com os seguintes dizeres: O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho ao qual tivessem arrancado as páginas e tirado as letras e o ouro, jaz aqui, comida para os vermes.

Mas o trabalho não terá sido totalmente perdido porque, segundo ele crê, aparecerá mais uma vez, numa edição nova e mais perfeita, corrigida e aumentada por Seu Autor.

Podemos, sim, comparar o Universo a uma imensa livraria e a Terra como sendo uma de suas estantes.

E nós, as criaturas, somos os livros colocados nela. É, por isso, possivelmente, que, da mesma maneira que algumas pessoas compram livros apenas pela beleza da capa, sem pesquisar o índice e o conteúdo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência física, pelo exterior, sem considerarem a parte interna.

Os que assim agem, perdem douradas oportunidades na vida de encontrar verdadeiros amigos e seres preciosos.

Outras procuram livros com títulos sensacionalistas, histórias de terror ou romances profundos.

Também é assim com as pessoas. Existem aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance.

Podemos dizer que somos homens-livros lendo uns aos outros.

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