M.Espírita

Aprendendo com a vida...

Existem muitas oportunidades na vida que perdemos por estarmos olhando na direção oposta. Ou, por estarmos distraídos, e só nos darmos conta quando a brisa da sua passagem nos atinge, ou seja, tarde demais.

Existem criaturas infelizes, no mundo, porque não pronunciaram certas palavras, não tomaram determinadas atitudes, enfim, não fizeram algo que lhes teria sido muito importante.

Foi certamente pensando em tudo isso, que William Shakespeare escreveu o poema Eu aprendi e que, numa tradução livre, diz mais ou menos assim:

Eu aprendi que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha.

Eu aprendi que basta uma pessoa nos dizer: “Você fez meu dia”, para ele se iluminar.

Eu aprendi que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo.

Eu aprendi que ser gentil é mais importante do que estar certo. Eu aprendi que sempre podemos orar por alguém quando não temos a força para ajudá-lo de alguma outra forma.

Eu aprendi que não importa quanta seriedade a vida nos exija, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto.

Eu aprendi que, algumas vezes, tudo de que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender.

Eu aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.

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Nosso mundo íntimo

Não há quem de nós não traga na alma tormentos e dificuldades a serem vencidas.

No processo natural de aprendizado e de crescimento, a cada vida que iniciamos aqui na Terra, a cada vez que renascemos, trazemos os recursos que a alma adquiriu em outras experiências vividas.

É natural que, nessa herança que a alma possui, tenhamos valores positivos e negativos, virtudes e paixões, na complexa estrutura de nossa intimidade emocional.

Nenhum de nós pode se considerar eleito do Senhor, ou proprietário de dons divinos concedidos gratuitamente, por cujas conquistas nada fizemos.

Somos apenas o resultado das nossas opções, felizes ou nem tanto, feitas ao longo das jornadas já vividas.

A realidade moral e emocional que pulula em nosso mundo íntimo é a somatória de tudo o que já adquirimos.

Analisando sob esse aspecto, compreendemos que é a nós mesmos, ao nosso mundo íntimo, que devemos imputar a responsabilidade das dificuldades e dos problemas, das dores e dos desafios que enfrentamos.

O que nos difere uns dos outros é apenas a maneira como lidamos com a situação, com as emoções e as tendências que trouxemos para esta existência.

Uma possibilidade é nos acreditarmos vítimas, cultivando a ideia de que nascemos de determinada forma e que assim iremos passar toda esta existência.

Com tais pensamentos, engrossaremos as fileiras daqueles que pensam que o que trazemos em nossa intimidade é um fatalismo e, portanto, não há como mudar.

Assumimos que apenas resta aprender a conviver conosco mesmos. Ante as dificuldades com nosso jeito de ser, não nos esforçamos para nos modificarmos.

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O Primeiro Ecologista

Ecologia é a ciência que estuda a relação entre os seres vivos e o ambiente em que vivem. O termo foi utilizado, pela primeira vez, no ano de 1869, pelo cientista alemão Ernst Haeckel.

Contudo, no estudo dos Evangelhos, encontramos o mais excelente ecologista.  Muito antes dos homens se preocuparem com a sua casa terrena, com as questões ecológicas, um Sábio Galileu demonstrou o viver saudável e a interação com o meio ambiente.

Ele nasceu num estábulo, apropriado para abrigar os animais. E um boi e um burro dividiram o espaço com Ele.

Seu primeiro berço foi improvisado numa manjedoura, utilizando-se, os pais, do feno reservado aos animais.

Seus primeiros visitantes foram homens que guardavam as ovelhas, no campo.

Iniciou Seu messianato, identificando-se, conforme as Escrituras, nas águas do rio Jordão.

Embora frequentasse as sinagogas e o templo, em Jerusalém, foi no altar da natureza que teceu as mais belas considerações a respeito do reino que veio implantar no coração dos homens.

Subiu a um monte e pronunciou o poema jamais igualado das bem-aventuranças.

No poço de Jacó, na Samaria, serviu-se do precioso líquido para tecer uma analogia e ofertar a água viva, que dessedenta para sempre.

Falando a respeito da fé, a comparou ao minúsculo grão de mostarda que, semeado, se transforma em frondosa árvore, onde se vêm abrigar as aves.

Lecionando a humildade, declamou versos a respeito dos lírios dos campos, que não tecem, nem fiam, mas que se vestem com maior pompa do que o grande rei Salomão.

Ensinando a confiança na Providência Divina, referiu-se às aves do céu, que não semeiam, nem colhem e, no entanto, o Pai lhes provê o alimento diário.

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Gesto anônimo

Quase sempre, quando realizamos algum ato de bondade, esperamos por gratidão. Desejamos que alguém reconheça o nosso ato, que ao menos alguém tenha observado e percebido nosso gesto nobre.

Ou então, em nossa ânsia de ajudar alguém, deixamos de perceber como a nossa dádiva pode ser embaraçosa para uma pessoa sensível. Ou mesmo, como pode parecer pesado, para quem recebe, o dever da gratidão.

Dar, pois, é um ato de sabedoria. Um escritor inglês fala de uma família mais ou menos próspera, que conheceu certa vez.

Havia uma tia idosa que vivia com uma ninharia, e, por isso mesmo, com dificuldades. Mas, ela alimentava verdadeiro horror a qualquer coisa que pudesse lhe parecer caridade.

Quando o chefe da família soube, através de um advogado, que ela havia herdado uma pequena herança de um primo distante, em verdade, somente algumas libras que seriam gastas em pouco tempo, arranjou secretamente, com o advogado, para que fosse adicionado à herança um capital considerável que ele mesmo providenciou.

Assim se fez e a tia viveu confortavelmente, sem jamais suspeitar do que fizera aquele bondoso sobrinho.

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Lista de presentes

Quando se aproxima o final do ano, costumamos fazer algumas listas que têm o objetivo de nos auxiliar a cumprir com os compromissos aos quais nos propusemos no decorrer do ano e que acabamos deixando para trás.

Nelas estão incluídas as promessas que fizemos e nem sequer nos movemos no sentido de cumpri-las. Lista de tarefas profissionais que foram inúmeras vezes deixadas em último lugar.

Lista de compromissos sociais diversas vezes adiados.

E, com a proximidade do Natal, vem também a lista de presentes.

Então, nos esmeramos na compra de lembranças e mimos para os familiares e amigos, em um gesto simbólico de comemoração do aniversário de nosso querido amigo Jesus.

Movidos pelo sentimento de caridade que nos envolve mais intensamente, nesta época do ano, muitos oferecemos lembranças àqueles menos favorecidos e aos desamparados.

Na ansiedade de não esquecer nenhum de nossos afetos, verificamos inúmeras vezes nossa lista.

Mas, num gesto de reflexão, poderíamos incluir em nossas anotações uma lista do quanto nos fizemos presentes na vida de todas as pessoas que nos cercam.

Com certeza constataríamos o quanto ofertamos de nós mesmos às pessoas que estimamos e também àquelas que, mesmo sem conhecermos muito bem, podem ter precisado de nós em algum momento.

Paremos para pensar o quanto nos fizemos presentes na vida de nossos filhos.

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