M.Espírita

Não esperemos

Não esperemos por um sorriso para sermos gentis.

Não esperemos ser amados para amar.

Não esperemos ficar sozinhos para reconhecermos o valor de um amigo.

Não esperemos o melhor emprego para começarmos a trabalhar.

Não esperemos ter muito para compartilharmos um pouco.

Não esperemos a queda para nos lembrarmos do conselho.

Não esperemos a morte para dizermos o quanto amamos alguém.

Não esperemos a chuva para valorizarmos o dia de sol.

Não esperemos ser abraçados para darmos um abraço.

Não esperemos a dor para acreditarmos na oração.

Não esperemos ter tempo para podermos servir.

Não esperemos a mágoa do outro para pedirmos perdão.

Nem esperemos a separação para nos reconciliarmos.

Não esperemos... pois não sabemos o tempo que ainda temos.

Pois ninguém precisa esperar para amar e buscar a felicidade.

A vida é uma oportunidade ímpar.

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A raiz da violência

O Terceiro Milênio chegou. Embora muitos tenham apregoado que ele seria negro, ele chegou de mansinho. E sem que nos déssemos realmente conta, estamos vivendo os dias de um novo século e de um novo milênio.

Com a sua chegada, nos enchemos de esperança de um mundo melhor, pleno de paz. No entanto, o Terceiro Milênio herdou naturalmente tudo aquilo que os homens construíram nos milênios anteriores.

Por isso, ainda temos muitos problemas que preocupam as mentes dos homens nobres e os corações sensíveis.

Entre esses, um dos mais cruciais, com certeza, o problema da violência.

Os que residimos em grandes cidades afirmamos estar cansados da violência. Afinal, não podemos sair de casa sossegados. Se paramos o carro ao sinal vermelho, em pleno dia, corremos o risco de sermos assaltados.

Ao andarmos pelas avenidas, a trabalho, a passeio ou fazendo compras, nunca estamos livres de termos a bolsa roubada, a carteira surrupiada.

Nossas crianças vão para a escola e ficamos apreensivos. Voltarão para casa sem serem agredidas e terem roubados os tênis, a jaqueta, o relógio?

Autoridades se reúnem, psicólogos discutem, educadores dialogam. Todos desejam saber o que fazer para deter a onda de violência.

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Mensagem para o Ano Novo

 No Ano Novo que chega, repleto do amor de Deus, desejamos muitas bênçãos para ti e para os teus.

Que tenhas boa saúde, mesmo que estejas doente, com o pensamento em Jesus levando a vida p'ra frente.

Que possas manter acesa a chama azul da bonança, semeando a fraternidade, a caridade e a esperança.

No ano que chega agora, cheio de oportunidades, que transformes desafetos em felizes amizades.

Tem cuidados pela rota do ano agora nascente, nos esforços p'ra que possas viver bem com toda gente.

Não deixes nunca passar as chances de progredir, sem corromper bons costumes e sem a ninguém ferir.

Estuda firme e trabalha p'ro bem do mundo, onde estejas, pois só gozarás as bênçãos dos valores que projetas.

Pensa melhor na vivência junto aos teus familiares. Educa, ama e orienta, para te felicitares.

Pais, irmãos, esposos, filhos, afins da esfera do ar são-te as preciosas gemas que te cabe resguardar.

Nesse Ano Novo promete a ti mesmo, de verdade, exercitar na família mais atenção e bondade.

Procura passar distante, no tempo que Deus te oferta, das dissipações, dos vícios, na busca da estrada certa.

Cuida melhor do corpinho com que nasceste na Terra, p'ra que não te sintas presa do suicídio que a alma emperra.

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Sementes para plantar

Um grande rei, pai de três filhos, precisava escolher o seu sucessor. A decisão era muito difícil pois os três eram muito inteligentes e corajosos.

Além disso, eram trigêmeos e o rei não sabia como realizar a sua escolha. Por isso, procurou conselhos com um sábio do reino, que lhe deu uma ideia.

O soberano foi para casa e chamou os três filhos. Informou-lhes que necessitaria partir para uma viagem muito prolongada, mas que desejava deixar, com cada um deles, algo muito precioso.

Tomou de três pacotes com sementes e deu um para cada filho, com a recomendação de que eles deveriam devolvê-las, quando ele retornasse, dentro de um ou talvez, dois anos. Frisou que, aquele que melhor cuidasse das sementes, seria o seu sucessor.

O primeiro filho, tão logo o pai partiu, começou a pensar o que deveria fazer com aquelas sementes. Finalmente, resolveu trancá-las em um cofre, raciocinando que, quando o pai voltasse, ele devolveria as sementes como as havia recebido.

O segundo filho, observando o que fizera o irmão, pensou que, se ele trancasse as sementes, elas morreriam. E sementes mortas, não são mais sementes.

Por isso, foi ao mercado, vendeu as sementes e guardou o dinheiro. Assim, quando o pai voltasse, ele retornaria ao mercado e compraria sementes novas, até melhores do que as que o pai lhe houvera deixado.

O terceiro filho foi ao jardim. Olhou a imensidão da terra que circundava todo o grande palácio, e resolveu atirar as sementes por todos os lugares.

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Um conto de Natal

A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike odiava o Natal. Claro que não era o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais.

Os gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar presentes para alguém da parentela de que se houvesse esquecido.

Sabendo como ele se sentia, certo ano a esposa decidiu deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo especial só para Mike.

A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que tinha doze anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola.

Pouco antes do Natal, houve uma disputa especial contra uma equipe patrocinada por uma Associação da parte mais pobre da cidade.

Esses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de que a única coisa que os segurava eram os cadarços.

Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.

Quando a competição acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado com eles.

Foi então que Mike balançou a cabeça triste e falou: Queria que pelo menos um deles tivesse ganho. Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles.

Mike adorava crianças. Todas as crianças. E as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei.

Foi aí que a esposa teve a ideia. Naquela tarde, foi a uma loja de artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais que enviou, sem se identificar, para a Associação que patrocinava aquela equipe.

Na véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro, contando o que tinha feito e que esse era o seu presente para ele.

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