A lei do trabalho

Quem foi que teve a infeliz idéia de dizer, um dia, que o trabalho enobrece o homem?

Este foi o desabafo de um jovem, retornando ao lar, verdadeiramente exausto, ao final do expediente.

Pelo mundo afora, nas variadas culturas de cada época, o trabalho tem sido considerado como um verdadeiro castigo.

Não são poucos os que ficam aguardando ganhar um bom dinheiro na loteria, em jogos de azar, ou, quem sabe, uma herança, para se verem liberados do trabalho.

Há quem olhe para os que têm muito dinheiro e afirmem: No lugar dele, eu não trabalharia. Ah, se eu fosse filho de Fulano, teria uma vida muito sossegada.

Desde a sua infância, possivelmente você vem tendo a mente enxertada pelas ideias de que o trabalho na Terra tem dois únicos objetivos: ganhar dinheiro e enfadar as pessoas.

Por causa disso, quantas vezes já não praguejou por ter que se deslocar, em dias frios, chuvosos, para ir ao trabalho?

Quantas vezes, na segunda-feira, já não se perguntou: Quem foi que inventou o trabalho?

Ou: Não daria para se trabalhar sábado e domingo, e festar os outros dias, invertendo a ordem existente?


Num mundo cheio de reveses, de dores, de acidentes diversos, é de se supor que os seus habitantes não se sintam contentes com tudo o que os retira de sua comodidade.

No entanto, se você participa do grupo dos amigos de Jesus Cristo, outra postura é esperada.

Para o verdadeiro cristão, o trabalho representará sempre o necessário arrimo moral, a indispensável defesa do mal e do crime.

Embora, por nos encontrarmos num mundo de provações, possa o trabalho profissional sofrer percalços e dificuldades, nunca terá como missão impor nenhum tipo de sofrimento.

Valorize, assim, o seu trabalho, esmerando-se no desempenho da sua profissão. Ofereça o seu esforço para realizar o que seja mais importante na faixa da sua ocupação.

O trabalho valoriza a pessoa que o realiza. Graças a ele, cada indivíduo se sente alguém, e torna-se útil nas rotas da sociedade.

Por isso, sinta-se dedicado ao que faz, por mais simples que seja a sua atividade.

Se se sentir espoliado, perante as leis constituídas do mundo, você tem o direito de questionar.

No entanto, verifique a importância de também dar boa conta dos seus deveres.

O bom trabalhador não é somente o que discute bem, o que faz maravilhosas propostas aos patrões ou aos seus associados.

Ou o que alcança prodígios de liderança. É, sobretudo, aquele que se dedica em aperfeiçoar as próprias condições, fazendo-se melhor habilitado para o labor que lhe cabe realizar.

Busque se aprimorar como profissional. Não pare no tempo, em questão de conhecimentos e de práticas. Supere-se.

Evite vincular-se às mentes que têm o trabalho como mal, uma vez que o trabalho é quesito importante das Leis de Deus para as vidas humanas.

Trabalhe com alegria e com vontade de ser útil. Ainda que a sua ocupação não seja das mais agradáveis, das mais apreciadas ou das mais procuradas.

Tenha em mente que é a sua profissão ou o campo de valorização de suas habilidades profissionais.

Não se esqueça de que toda ocupação útil é trabalho, como ensinaram os guias da Humanidade, através do Espiritismo.

Aprenda a tornar valiosa a sua ocupação, profissional ou não, e cante ao Senhor o seu júbilo em poder trabalhar, por saber trabalhar, por trabalhar.

Enfim, tenha em conta que Deus, o Senhor do Universo, o mais rico de todos, trabalha sempre, como ensinou nosso Mestre Jesus.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 9 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de  J. Raul Teixeira, ed. Fráter.

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